
Blood Red Shoes de Regresso a Portugal com a Crowdmusic

A dupla britânica Blood Red Shoes está de regresso a Portugal para duas noites de rock cru e sem filtros. A 29 de Setembro sobem ao palco do Mouco, no Porto, e na noite seguinte, 30 de Setembro, é a vez da República da Música, em Lisboa, receber a banda. Dois concertos para reencontrar uma das formações mais intensas e coerentes do rock alternativo britânico das últimas duas décadas.
Bio e discografia
Formados em Brighton em 2004, Laura-Mary Carter (guitarra e voz) e Steven Ansell (bateria e voz) construíram, em vinte anos, um dos projectos mais reconhecíveis do rock alternativo do Reino Unido. Aquilo que começou como uma resposta directa e ruidosa à cena indie da altura depressa se transformou numa carreira sólida, assente numa identidade sonora muito própria: riffs pesados, melodias afiadas e uma troca constante de vozes que é já marca da casa.
A discografia dos Blood Red Shoes conta com seis álbuns de estúdio. O primeiro, Box of Secrets (2008), deu-lhes projecção imediata na imprensa britânica e no circuito internacional. Seguiram-se Fire Like This (2010), In Time to Voices(2012) e o homónimo Blood Red Shoes (2014), este último já editado pela sua própria editora, a Jazz Life. Em 2019 surgiu Get Tragic, um disco de viragem, mais experimental e electrónico, e em 2022 chegou Ghosts on Tape, um regresso assumido às raízes mais cruas da dupla. Pelo caminho, partilharam palcos com nomes como Muse, Queens of the Stone Age, Foo Fighters ou Pixies, e passaram pelos principais festivais do circuito europeu.
Ao Vivo
Se há algo que define os Blood Red Shoes é o que acontece quando sobem ao palco. A dupla faz da economia de meios uma virtude: apenas guitarra, bateria e duas vozes, mas uma presença que preenche qualquer sala, de qualquer dimensão. Os concertos são conhecidos pela intensidade física, pela ligação directa ao público e por uma dose de urgência que remete para o melhor do rock dos anos 90, sem nunca soar a saudosismo. Quem já os viu ao vivo sabe: é dos poucos espectáculos em que se sai da sala com a sensação de ter assistido a alguma coisa genuinamente vivida.
date published
20/04/2026
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