Blood Red Shoes | Lisboa | 30 Set 2026

O regresso da irreverência dos Blood Red Shoes a Portugal

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sinopse

A 30 de Setembro, os Blood Red Shoes sobem ao palco da República da Música para fechar a sua passagem por Portugal. Guitarra, bateria e duas vozes — o essencial para uma das noites mais eléctricas do ano em Lisboa.

artista

Dupla britânica formada em Brighton em 2004, os Blood Red Shoes — Laura-Mary Carter (guitarra e voz) e Steven Ansell (bateria e voz) — são um dos nomes mais consistentes do rock alternativo do Reino Unido. Seis álbuns de estúdio em vinte anos de carreira, partilha de palcos com nomes como Muse, Pixies ou Queens of the Stone Age, e uma reputação construída à base de concertos intensos, crus e sem concessões.

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Os Blood Red Shoes são uma dupla britânica de rock alternativo formada em Brighton em 2004, composta por Laura-Mary Carter (guitarra e voz) e Steven Ansell (bateria e voz). Nasceram das cinzas de bandas anteriores dos dois músicos e rapidamente se afirmaram no circuito independente do Reino Unido graças a uma série de singles em vinil editados por pequenas etiquetas, antes de assinarem pela V2 Records.

O álbum de estreia, Box of Secrets (2008), colocou-os de imediato no radar da imprensa especializada britânica, com a NME e a Kerrang! a destacarem-nos como uma das formações mais promissoras da sua geração. Seguiram-se Fire Like This (2010), um disco mais melódico e ambicioso, e In Time to Voices (2012), o primeiro a contar com canções em que a dupla abandona a fórmula de guitarra e bateria para explorar arranjos mais amplos. Em 2014 editam o álbum homónimo Blood Red Shoes, já pela sua própria editora, a Jazz Life, num gesto de independência que marcou a segunda metade da carreira. Get Tragic (2019), gravado em Los Angeles com Nick Launay (Nick Cave, Yeah Yeah Yeahs), trouxe uma viragem assumidamente mais electrónica e experimental. Em 2022 regressam com Ghosts on Tape, um disco de síntese entre o ímpeto inicial e a maturidade adquirida.

Ao longo de duas décadas, partilharam palcos com nomes como Muse, Queens of the Stone Age, Foo Fighters, Pixies ou The Cure, e passaram pelos principais festivais europeus, do Reading & Leeds ao Rock Werchter. A fórmula manteve-se intacta: guitarra, bateria e duas vozes que se cruzam e se revezam, num equilíbrio entre peso e melodia que poucas bandas conseguem manter sem soar repetitivo.

Mas é ao vivo que os Blood Red Shoes se afirmam de forma mais clara. Steven Ansell toca bateria em pé, quase sempre de microfone à frente, e essa postura é já imagem de marca — um baterista que canta olhos nos olhos com o público e que raramente pára de mover a formação inteira com o peso do seu ritmo. Laura-Mary Carter, por seu lado, é há muito apontada como uma das guitarristas mais influentes da sua geração no Reino Unido, com um som saturado, pesado e directo que dispensa baixo sem nunca deixar buracos na mistura. A dupla divide os vocais em praticamente todas as canções, passando o microfone de um para o outro em palco, e constrói concertos curtos, intensos, quase sem pausas entre temas — dos mais físicos e viscerais que se podem ver hoje no circuito do rock europeu.

Entre as curiosidades que marcam a história da banda, vale a pena lembrar que os Blood Red Shoes foram das primeiras formações britânicas a apostar seriamente num modelo totalmente independente após a saída da V2, criando a sua própria etiqueta para manter controlo criativo integral sobre o trabalho que editam. Durante a pandemia, transmitiram concertos em directo a partir de um estúdio em Londres que se tornaram referência na altura pela qualidade de som e pela intensidade preservada mesmo sem público presente. Laura-Mary Carter passou uma temporada a viver em Los Angeles, onde se envolveu em projectos paralelos de produção e colaborou com artistas como Jack White e Courtney Love, enquanto Steven Ansell mantém um perfil mais reservado mas igualmente activo na cena britânica, com incursões pontuais em trabalho de produção e escrita para outros artistas.

Agora, os Blood Red Shoes regressam a Portugal para dois concertos imperdíveis: a 29 de Setembro no Mouco, no Porto, e a 30 de Setembro na República da Música, em Lisboa. Duas noites para reencontrar uma das duplas mais intensas do rock britânico, num formato de sala que é precisamente aquele em que a banda se sente mais à vontade — perto do público, sem filtros, e com tudo aquilo que faz dos seus directos uma experiência que não se esquece.

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fazemos concertos para os fãs. escolhemos artistas emergentes, independentes, únicos, para que sejas o primeiro a ouvir.

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